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O termo Estrada Real se refere aos caminhos trilhados pelos colonizadores desde a descoberta do ouro em Minas Gerais até o período de sua exaustão. Abrange 177 municípios em 3 estados sendo: 162 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 7 em São Paulo.

Por terem constituído, durante longo tempo, as únicas vias autorizadas de acesso à região das reservas auríferas e diamantíferas da capitania das Minas Gerais, os caminhos reais adquiriram, já a partir da sua abertura, natureza oficial.

A Estrada possui 2 caminhos, “O Velho”  que liga Ouro Preto-MG a Parati-RJ, passando pelo estado de São Paulo e “O Novo” que liga Diamantina-MG a cidade do Rio de Janeiro-RJ passando, também, por Ouro Preto-MG.

O interesse fiscal da coroa portuguesa prevalecia sobre todos os outros, onde todas as mercadorias, principalmente ouro e diamantes, eram controladas por postos fiscais espalhados ao longo de toda o caminho para garantir o recolhimento de uma massa cada vez maior de tributos para o tesouro real.

As estradas reais foram, ainda, os eixos principais do intenso processo de urbanização do centro-sul brasileiro. Ao longo do seu leito ou nas suas margens se distribuíram as centenas de arraiais, povoados e vilas em que se organizou a massa populacional envolvida com a economia da mineração e com as economias a ela associadas.

No auge da mineração, esses caminhos se viram percorridos por imigrantes paulistas, baianos, pernambucanos e europeus; por tropeiros do sul e de São Paulo; por boiadeiros do rio São Francisco e do rio das Velhas; por sertanistas da Bahia e das vilas paulistas; por escravos negros e índios; por mascates, administradores reais, homens do fisco, soldados mercenários e milícias oficiais.

São muitos os trechos que podem ser percorridos e cada roteiro esconde tesouros históricos, culturais e de belezas naturais onde antes era um lugar que o ouro habitava e hoje é uma mina de ouro para o turismo. Tem atrações para o ecoturista, para os interessados em história, para amantes de cavalgadas e caminhadas e muitos outros. 

A Estrada Real deve ser construída culturalmente. Deve-se dar a ela significados históricos e preservar-lhe a memória. Espera-se do turista um desmedido amor ao ambiente natural, à vida material e aos costumes de homens e mulheres que vivem na região visitada.

 

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